Ultimamente, tenho me descoberto verdadeiramente apaixonado por Tchaikovsky. Quanto mais escuto sua música, mais cresce o meu interesse pela sua obra — e, sobretudo, pela sua biografia, que venho estudando com atenção cada vez maior.
Em dezembro de 2025, tive a oportunidade de assistir a duas apresentações de O Quebra-Nozes, experiências que reforçaram ainda mais minha admiração por ele. Há algo em Tchaikovsky que combina lirismo imediato, intensidade emocional e uma sensibilidade quase confessional, capaz de tocar públicos muito diversos.
Como alguém que ama profundamente o piano, tenho um carinho especial pelas transcrições para piano de suas melodias, que revelam nuances íntimas da sua escrita e permitem uma escuta mais próxima, quase doméstica, de ideias originalmente orquestrais. O piano, para mim, é sempre uma forma privilegiada de diálogo com a música — e com Tchaikovsky isso não é diferente.
Nesse processo de aprofundamento, adquiri também o curso do Rafael Fonseca, do perfil Guia dos Clássicos, dedicado à vida e obra de Tchaikovsky, o que tem enriquecido muito meu estudo e ampliado minha compreensão histórica, estética e humana do compositor.
Todo esse mergulho tem um objetivo muito claro: preparar uma nova aula, em que pretendo correlacionar a vida de Tchaikovsky com temas da psiquiatria, explorando como suas experiências pessoais, afetivas e existenciais dialogam com sua produção artística. Acredito profundamente que compreender a biografia dos grandes compositores é também uma forma de compreender a complexidade da mente humana.
Tchaikovsky, aos poucos, vai se tornando mais uma dessas figuras que atravessam não apenas a história da música, mas também a forma como penso, ensino e sinto a psiquiatria.